Gravidez na adolescência



Estamos na era da internet e da comunicação, nunca o assunto Sexo na adolescência foi tratado com tanta liberdade. Meus avós provavelmente teriam um ataque nervoso se soubessem que um dia, meu professor de estatística resolveu dar uma aula sobre SEXO, e usou um cabo de vassoura para nos ensinar a vestir uma camisinha adequadamente, tentando nos conscientizar sobre a importância de nos prevenirmos contra uma gravidez na adolescência. Acontece que, mesmo assim, com tanta informação, muitos jovens ainda estão engravidando precocemente, e o motivo pode ser a falta de responsabilidade e imaturidade.

A culpa é dos pais?

(Foto: France Presse)

Filhos que são incapazes de tomar decisões, ou são acobertados pelos pais sempre que fazem alguma coisa errada, ou antisocial, crescerão acreditando que sempre estarão protegidos de todos os perigos e problemas.Por isso é essencial haver deveres e responsabilidades desde muito cedo.

A partir dos cinco e seis anos um animalzinho de estimação que fique aos cuidados da criança, pode ser uma boa escola.Não se preocupe se o animalzinho vier a morrer um dia, será uma oportunidade da criança aprender a lidar com a morte.

Determinar que os filhos também possam e devem assumir responsabilidades referentes à sua própria vida como, arrumar a própria cama e ser responsável por manter a arrumação da casa, lavando o próprio copo que suja por exemplo, podem auxiliar na conscientização da maturidade e autonomia destes.Percebendo que suas atitudes corretas geram benefícios, ao mesmo tempo em que, agindo incorretamente poderão gerar conflitos e perdas, ficará mais fácil assimilar a responsabilidade que se deve ter sobre o próprio corpo e, consequentemente, sobre a própria vida, no futuro.

Qual é o papel da escola na educação sexual do adolescente?

A verdade é que ninguém, eu disse NINGUÉM , se importa com este assunto enquanto o susto não bate na própria porta.Há quem acredite que este tema deva ser debatido apenas nas escolas, enquanto que, nem todas as escolas estão adequadas para dar este alerta.

A escola desempenha um papel fundamental no ensino de matérias educacionais, não devemos confundir essa função, com a educação que devemos a nossos filhos em casa.É bom que fique claro que, o convívio social e a autonomia que aprendemos na escola, é lucro e não o objetivo principal do educador.

A educação deve vir de casa sim!Ninguém deveria conhecer nossos filhos mais do que nós mesmos.É por esse motivo que a vida social, os amigos, e os interesses de nossos filhos devem estar sempre em primeiro plano.

E devemos nos interessar sobre a gravidez na adolescência a partir do momento em que percebemos que nossos filhos estão na puberdade.

Eles surgem com muitas dúvidas do tipo: Coito interrompido engravida? Como ocorre a concepção?

Como saber quando estou no meu período  fértil, como usar a tabelinha?

Conversar e reprimir…

A repreensão poderá ser bem aceita pelo adolescente se, a mãe ou o pai estiverem em sintonia com os
filhos.Sabendo expressarem – se de maneira não ofensiva ou paternal demais, a família poderá entrar em comum acordo.É preciso acompanharmos o tempo e as mudanças, ao invés de irmos contra a atualidade, já que nossos filhos fazem parte desse momento.

Parece muito complicado, mas ficará mais fácil se tratarmos nossos filhos como uma personalidade individual, capaz de discernir críticas e ofensas.

O adolescente acredita conhecer tudo, é eufórico, quer desbravar o mundo, e sabe que tem energia para isso, agora ele precisa ver em nós, a figura da sabedoria, além de enxergar que é dessa sabedoria que ele precisa.

Em situações de dúvida, o adolescente precisa ver no pai ou na mãe, um aliado amigo, que não puni ou ameaça, mas que lhe oferece a escolha.

“Ser adulto é fazer escolhas”.

A nossa missão é apontar caminhos, adolescentes se sentirão mais responsáveis se souberem que estamos depositando confiança neles, e se deixarmos claro que, sabemos que estão se tornando adultos.

Como inspirar conforto e confiança?

A rotina é essencial desde muito cedo na vida de todos nós.A rotina nos dá segurança. Se desde muito cedo desempenhamos obrigações e respeitamos horários, nos sentimos seguros de que nada dará errado se agirmos sempre assim. É um campo conhecido esse da rotina, que me faz saber meus limites de tempo, e eu me encaixo nele, e me sinto confortável.

É assim que nossos filhos devem nos conhecer, saber os limites que têm conosco, os deixarão mais confortáveis, e se estão confortáveis, podem conversar abertamente sobre qualquer assunto.

Agora nossos filhos estão se tornando adultos, portanto seus problemas aumentaram, há pressão no ambiente escolar, além dos problemas comuns desta fase como : “…a nova aluna tem cabelos mais bonitos…; a menina que eu gostava me acha feio;ninguém senta do meu lado no refeitório por que sou gordo…; me visto mal … nada no mundo é justo!

Nenhum dia de trabalho estressante vale o desprezo pelo sofrimento dos nossos filhos.

Se os ouvirmos, eles saberão que poderão confiar em alguém, e que este alguém seja você!

Abordando o assunto SEXO.

O sexo é algo natural, faz parte da nossa vida e deve ser abordado mais claramente a partir do momento em que surgem as dúvidas.

Algumas crianças começarão a se interessar pelo assunto, a partir dos nove ou dez anos de idade, dependendo do nível de curiosidade e conhecimento dos coleguinhas da escola ou do bairro.A partir daí, jamais minta.

Se sentir necessidade, pesquise em livrarias, livros que abordam o assunto de maneira adequada a idade da criança ou do adolescente.

Além da informação, existem projetos que foram desenvolvidos para que o adolescente sinta na prática a responsabilidade de ter filhos.

Alguns desses, sugerem que o adolescente cuide de pintinhos, ovos de galinha, ou bonecos que precisam ser trocados, alimentados, e sentem “cólicas”, como se fossem bebês de verdade.

Palestras que envolvem mães adolescentes também podem ser providenciadas nas escolas.

Uma outra dica, é a demonstração real de um parto normal em vídeo.É preciso que a adolescente tenha conhecimento dos riscos antes de ceder a pressão do namorado, ou querer fazer parte do grupo das desvirginadas sem bom senso, ou conhecimento.

Riscos de uma gravidez na adolescência

Antes dos 14 anos, entretanto, a situação se complica.Nesta faixa etária, o sistema reprodutor da menina ainda não está amadurecido e, devido a isso, pode ocorrer maior incidência de doenças hipertensivas, partos prematuros, ruptura antecipada da bolsa, desnutrição do bebê e da mãe.

Já entre os quinze e dezenove anos de idade, outro fator preocupante é o risco de mortalidade de bebês no primeiro ano de vida de filhos de mães adolescentes, que é muito maior do que em mães adultas, principalmente no que se refere aos cuidados no pós-parto.

Essas mães também são imaturas emocionalmente e deixam de cuidar dos bebês. É muito comum que elas apresentem quadros graves de depressão.

Quando a gravidez não é planejada elas começam o pré-natal mais tarde por medo de ser criticadas e, por isso, as chances de uma complicação são muito maiores.

Os transtornos da gravidez na adolescência ganham proporções ainda maiores quando se pensa no crescimento do número de partos feitos no Brasil em meninas com idade entre 10 e 19 anos.

Estatísticas

Em 1999, do total de 2,6 milhões de partos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 31 mil foram feitos em meninas com idade entre 10 e 14 anos e 673 mil entre 15 e 19 anos.

A ginecologista Silvana Gomes, que também é especialista em sexualidade humana na adolescência, reconhece o problema e afirma que é entre as jovens de 10 a 14 anos que a situação é mais complicada.

Segundo ela, o número de partos feitos em mães com idade entre 15 e 19 anos aumentou, sim, mas de forma proporcional ao crescimento da população nesta faixa etária. Por outro lado, o crescimento de partos feitos nas meninas entre 10 e 14 anos foi muito maior que crescimento dessa população.

“Nesta faixa etária, que é a que apresenta mais riscos tanto para a mãe quanto para o bebê, o número de partos disparou”.

Teka

Redatora e ilustradora de conteúdo para sites na internet. Curiosa, pesquisadora e investigativa. Tinha o sonho de se tornar astronauta. Acredita que um dia encontrará a "arca da aliança" e trocará informações com civilizações avançadas de outros planetas. Casada há 20 anos, mãe de 3 filhos, compartilhando experiências.

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