As palmadas educam os filhos?



Um projeto de lei apresentado em 2006 propõe a punição de pais e responsáveis que imponham qualquer tipo de castigo físico à criança, inclusive as palmadas. Esta é uma polêmica que gera conflitos mas que vale a pena ser bem entendida já que, há como educar os filhos sem palmadas! Há tempos os psicólogos defendem que bater nos filhos nem sempre é a solução, afinal nem mesmo os cachorros e os cavalos apanham durante a domesticação hoje em dia, além de, haver leis que protegem os animais e o adulto de lesão corporal,  enquanto a criança não está sob qualquer proteção neste sentido.

A intenção da nova lei é nos tornar conscientes do potencial das crianças e da nossa capacidade de respeito ao próximo. Exemplo: Já pensou se fosse permitido que os adultos levassem palmadas dos seus chefes no escritório, por não cumprirem determinado trabalho ou horário? Já refletiu sobre o quanto seria humilhante essa situação? E se fossemos (nós adultos) punidos com uma palmada por fumar cigarro em ambientes fechados ao invés de uma multa? Isto não acontece por que entendemos que, sendo adultos, somos capazes de compreender e executar regras. Mas as crianças não teriam a mesma capacidade de compreensão?

A implantação da lei pretende fazer com que os pais se conscientizem do potencial de aprendizagem que os filhos tem (tanto quanto qualquer um de nós) e, qualquer dificuldade nessa área, na área da educação, deverá ser entendida como um problema dos pais e não dos filhos.

Saber educar e dar educação pode ser uma tarefa bastante difícil, muitos dilemas e erros conceituais poderão surgir no momento em que decidirmos dar educação aos nossos filhos.Mas se pretendemos nos tornar evoluídos e capazes de educar seres humanos melhores para o futuro, devemos começar extinguindo as palmadas, para que assim, elas possam não existir nem mesmo  na consciência da nova geração de filhos.

Por que é tão difícil conter as palmadas?

Muitos de nós pais, ainda sofrem dificuldades em extinguir o hábito das palmadas por falta de “técnica”.Sim, existe uma técnica que se, bem administrada  auxilia os pais a evitar as palmadas na maioria das vezes, mesmo por que , a palmada não resolve o problema, apenas faz com que a criança cumpra o exigido em determinado momento.

Essa atitude faz com que seu filho obedeça por obrigação e não educação, a consciência do erro só deverá ser assimilada algum tempo depois, quando já não houver ressentimento por parte da criança.

Se, bem educada (nesse sentido), essa criança educará bem seus filhos e, colocaremos um fim a essa cultura tão desnecessária.

O problema é que, nem todos os pais ou pretendentes à pais, têm acesso a esse tipo de técnica ou educação, ou seja, muitos não aprenderam a não bater!

Mesmo aqueles pais que se gabam por nunca haver dado algumas palmadas nos filhos, podem estar errando na educação das crianças por serem permissivos demais e, podem acabar por perder o controle da situação  acreditando que esta seja a maneira mais correta de educar.

Portanto, existe uma clara necessidade de auxílio psicológico que, possibilite aos pais e futuros pais, capacidade de controle e atuação através de uma técnica simples e eficiente.

O que a Psicologia revela sobre os efeitos da palmada na criança?

A psicologia não apresenta nenhum estudo conclusivo sobre a questão, já que, não se comprova que há traumas em relação à palmadas dos pais na infância da criança ou que, a criança não possa ser educada com palmadas.

A polêmica então, deve girar em torno da questão ética e da responsabilidade que cada pai tem sobre seus filhos, se pretendemos mudar essa cultura ou não.

Outro ponto a ser considerado está relacionado ao quanto podemos permitir a intervenção da lei na educação de nossos filhos sem que esta, seja muito invasiva.

Qual seria punição para os pais que usam as palmadas para educar os filhos?

O projeto de lei indica a possibilidade desses pais serem encaminhados à psicólogos que, certamente os auxiliarão na missão de educar seus filhos de uma maneira melhor e eficiente.

 

Teka

Redatora e ilustradora de conteúdo para sites na internet. Curiosa, pesquisadora e investigativa. Tinha o sonho de se tornar astronauta. Acredita que um dia encontrará a "arca da aliança" e trocará informações com civilizações avançadas de outros planetas. Casada há 20 anos, mãe de 3 filhos, compartilhando experiências.

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