Como o ciúme pode ser devastador

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O ciúme pode ser devastador na vida das pessoas que insistem em alimentar esse sentimento. Ele surge no momento em que nos sentimos mais vulneráveis, com auto estima baixa, desconfiança, e medo. Muitas vezes podemos confundir a sensação de ciúme com inveja, mas existem diferenças sensíveis entre uma emoção e outra.

Ciúme e inveja

O ciúme tende a ser mais intenso que a inveja, já que  envolve a sensação de perda em relação a uma pessoa muito próxima. De acordo com o psicólogo W. Gerrod Parrott, Ph.D da Universidade de Georgetown, perder uma pessoa para uma rival implica diretamente na autoestima do ciumento, e esse fator pode gerar atitudes descontroladas e agressivas.

O ciúme  a inveja, e suas diferenças:

  • Inveja: sentimento de inferioridade, ressentimento, desejo de possuir as qualidades da rival e desaprovação de sentimentos.
  • Ciúme: medo da perda, baixa autoestima, solidão, desconfiança de traição e vergonha.

Como o ciúme surge

Todos nós já experimentamos sentir ciúme uma vez na vida. Sentir ciúme faz parte de nossa natureza. Ele surge quando nos deparamos com situações que nos fazem sentir medo de perder alguém muito querido, ou objeto muito estimado. Mas a situação se agrava quando alimentamos essa emoção com pensamentos auto críticos, que geram vergonha e insegurança. A partir daí, a sensação de inferioridade começa a fazer sentido,  e se percebemos que não podemos competir, por não possuirmos os atributos que julgamos necessários, podemos chegar ao ponto de perder o controle.

O ciúme pode gerar impaciência, descontrole emocional, raiva e tumulto.

Não raro, percebemos que há pessoas que se desviam de seus amigos e colegas, como forma de evitar um contato muito próximo do que consideram uma ameaça, e além disso, preferem limitar o número de conhecidos ao seu redor, para não precisarem  lidar com situações que eventualmente lhes causarão desconforto.

Quando o ciumento alcança este nível de comportamento, significa que o ciúme passou de uma emoção comum para um estado patológico, ou seja, doentio. Isto por quê, geralmente não existe uma ameaça real por parte de outras pessoas. É comum o ciumento apresentar-se paranoico.

Estado de paranoia

O ciumento acredita que o seu envolvimento com outras pessoas possa contribuir para uma traição. Ele passa a crer na paranoia de que as pessoas a sua volta podem ser uma ameaça constante ao seu relacionamento, então, entra em cena, a possessividade. O ciumento toma posse da vida e do comportamento do outro, e impede que o mesmo possa se relacionar com pessoas não autorizadas por ele. E sem perceber, ele pode estar gerando o fim do próprio relacionamento.

Como o ciúme pode ser devastador

A doutora  Susan Heitler, Ph.D. em resolução de conflito entre casais, revelou em um site de Psicologia americano, que uma de suas pacientes temia que seu marido a estivesse traindo com uma colega de escritório. Ela conta que sua paciente, ao chegar em casa do trabalho todos os dias, era consumida pela desconfiança sobre o marido, e acabava por acusá-lo sem motivo aparente. Mas o que ela pensava ser bom para o relacionamento, como se o mesmo estivesse sendo protegido por suas atitudes de cobrança, acabou abrindo os olhos do marido sobre as qualidades daquela que era considerada sua rival. Ele passou a prestar mais atenção em sua colega de trabalho.

A esta altura,  os amigos já haviam sido afastados, e o convívio social reduzido. O casal poderia então,  entrar em uma rotina de acusações e críticas insuportáveis, que poderia resultar no fim do relacionamento.

Como controlar o ciúme

Todo problema precisa ser tratado pela raiz, ou seja, na causa. Então, qual é a causa do seu ciúme? Um trauma de infância, um sentimento de frustração, a convivência com pais possessivos, ou, a traição do pai ou da mãe que acabou resultando numa difícil separação, podem ser algumas das principais causas do ciúme.

Identificada a causa mais provável desta emoção, avalie de forma crítica, o que te leva a desconfiar, se sentir inferior ou fazer acusações.

Analisando o motivo do descontrole emocional

Sempre que nos sentimos ameaçados, tendemos a projetar nossos medos, sem antes analisarmos a realidade dos fatos. Ao nos depararmos com uma situação desconfortável, logo pensamos:  “o que ela tem que eu não tenho?”.  E essa questão logo se torna comparativa: ” … ela é mais alta, mais magra, mais bonita, e inteligente”.  Depois surgem os pensamentos autocríticos: “…sou mesmo uma boba, ele não me ama como eu pensava, ele não me deseja mais, sou uma fracassada…”

Essa dinâmica de pensamentos, geralmente acontece mais ou menos nessa ordem, mas em questão de segundos. Então, quando menos esperamos, estamos reagindo a eles.

O ideal é tentar ponderar todas essas informações, e não permitir que esses pensamentos nos tomem conta. É importante analisar sem interferir,  ou tentar prejudicar a pessoa considerada rival, no momento da emoção, afinal, ela não pode ser responsabilizada pelos medos que sentimos.

Como superar o ciúme

Primeiro assuma que tem dificuldades em controlar seus impulsos emocionais. Depois desta importante constatação, tente descobrir maneiras que possam lhe transmitir alguma paz:

  • Melhore a sua autoestima:  Faça planos para o futuro, entre em uma academia, faça uma dieta, apoie-se em um amigo.
  • Mantenha o controle: Ao se deparar com uma nova situação de desconforto, lembre-se que muitos dos seus defeitos são percebidos somente por você, então não permita que a sua fragilidade venha à tona.
  • Não seja possessiva:  Permita que o seu companheiro ou companheira, possa ter a liberdade de decidir se encontrar com os amigos e continuar a seguir o próprio caminho ao seu lado, não em baixo de você, e de suas imposições. Ninguém aguenta viver oprimido por muito tempo.
  • Mantenha a individualidade: Manter a individualidade é importante, um casal é composto por dois indivíduos. Não é  preciso se tornar um só, com os mesmos gostos, os mesmos conceitos e as mesmas atividades, para serem considerados um casal.
  • Conquiste: Seja atraente, necessária e amiga. Ninguém deseja manter um relacionamento com uma megera.

Teka

Redatora e ilustradora de conteúdo para sites na internet. Curiosa, pesquisadora e investigativa. Tinha o sonho de se tornar astronauta. Acredita que um dia encontrará a "arca da aliança" e trocará informações com civilizações avançadas de outros planetas. Casada há 20 anos, mãe de 3 filhos, compartilhando experiências.

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