Histórias infantis de terror desenvolvem o psicológico dos filhos

chapeuzinho vermelho



Uma preocupação muito comum entre pais modernos é o terror retratado em canções infantis antigas, e contos de fadas onde muitas vezes o lobo é descrito como devorador de vovózinhas. Mas segundo Carl Jung, psiquiatra e psicoterapeuta suíço criador da psicanálise analítica,  é importante que nossos filhos possam lidar com o lado sombrio das histórias infantis, para que possam aprender a lidar também, com suas próprias sombras, e as sombras das pessoas que os rodeiam. Em outras palavras, não existe nada mais doentio do que oferecer aos nossos filhos, apenas a face unilateral de um conto de fadas. Geralmente estes escolhem o lado maravilhosamente doce e feliz das histórias, quando a realidade é bem outra.

 Como as histórias infantis de terror desenvolvem o psicológico dos filhos

Chapeuzinho vermelho aprendeu que não deve falar com estranhos para evitar que coisas terríveis aconteçam!Pessoas astutas são como lobos.

Vamos mudar a canção “Atirei o pau no gato” para “Não atirei o pau no gato” e assim, nossos filhos não terão a chance de se indignar diante de tal crueldade! Afinal a indignação é uma emoção muito ruim para os pobrezinhos! Ou ainda, vamos impedir que eles se tornem violentos com os gatos, afinal as milhares de pessoas que ouviram esta cantiga de criança na infância se tornaram grandes assassinos de gatos atualmente, inclusive esta que vos escreve – não, eu amo os animais!

Ora, senhores pais e educadores, as crianças precisam desenvolver o seu lado analítico para então, poderem reconhecer a maldade que há nas pessoas, quando esta lhes for imposta.

Estes são os arquétipos propostos de maneira lúdica e segura para nossos filhos, para que eles possam lidar com tais emoções sem que estas sejam reais. A morte da mãe do personagem Bambi e a mãe de Nemo em,  “Procurando Nemo”, os fazem encarar emoções profundas, que os forçam a lidar com elas da melhor maneira possível, e é exatamente esta atividade psicológica que os tornam mais conscientes de si mesmos e do mundo a sua volta.

É claro que nossos filhos não deverão enfrentar seres mágicos e dragões em florestas reais, mas dentro deste contexto são apresentados diversos tipos de personalidades, o bom, o mal, o protetor, o amigo fiel, e assim por diante. Eles conseguem assimilar bem estes arquétipos e a partir disso podem moldar uma personalidade mais coerente e realista.

Também é de se esperar que nossos instintos protetores nos façam considerar impedi-los de enfrentar o que pensamos ser  sofrimento, mas se não for assim, num futuro próximo, nossos filhos terão que lutar contra graves crises internas, e encontrarão muitas dificuldades.

Teka

Redatora e ilustradora de conteúdo para sites na internet. Curiosa, pesquisadora e investigativa. Tinha o sonho de se tornar astronauta. Acredita que um dia encontrará a "arca da aliança" e trocará informações com civilizações avançadas de outros planetas. Casada há 20 anos, mãe de 3 filhos, compartilhando experiências.

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