Comer placenta torna as mães mais felizes diz estudo

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Placentofagia é a palavra utilizada para descrever o hábito que alguns mamíferos mantém, de ingerir a própria  placenta após o parto. Estes animais se beneficiam das propriedades da placenta como forma de nutrição. A exemplo dos animais, entre os humanos esta prática vem sendo exercida há milênios, principalmente nos países do oriente. Após o parto, os familiares recebiam a placenta num saco para que a mesma fosse levada para casa e preparada pelo parente mais próximo da família.

Entre os cuidados que as parturientes recebiam através da placenta, há um em especial que era utilizado como forma de contrair o útero e evitar hemorragias fatais. O tratamento constava de um pedaço cru da placenta sob a língua da parturiente logo após o nascimento do bebê.

Atualmente a placenta seca também é utilizada na medicina chinesa tradicional, para tratar problemas de infertilidade, impotência e diversas outras doenças.

Estudos confirmam propriedades benéficas da placenta

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Segundo especialistas, a placenta possui níveis consideráveis de prostaglandina, algo que estimula o ventre a retornar ao seu tamanho normal e também favorece o aumento na produção do leite. Os estudos ainda confirmam que a placenta também produziria estímulos neurais que favoreceriam a produção de endorfina e dinorfina no cérebro, proporcionando alívio da dor. Os resultados foram analisados  após testes realizados em ratos de laboratório.

Já, fontes de estudos feitos pela American Medical Anthropologists na Universidade do Sul da Flórida e UNLV, declararam que, pelo menos 3/4 das mulheres que se alimentaram da própria placenta apresentavam-se mais felizes, elas relatavam a melhora do humor, mais energia, e aumento na produção do leite materno.

Para os defensores desta prática, estes resultados comprovam os benefícios da placenta, principalmente no combate à depressão pós parto. Mas os obstetras não acreditam que seja necessário se alimentar da própria placenta para se manter saudável, já que há outros métodos disponíveis.

Mesmo assim, nos Estados Unidos muitas pessoas vêm experimentando consumir a própria placenta após o parto. Eles criaram receitas como, smoothies de placenta, mas já existem cápsulas com a placenta desidratada. A questão dos antidepressivos recomendados pelos médicos seria o aumento de peso.

Como preparar a placenta para comer após o parto

Antes do parto é preciso que a parturiente faça o pedido ao médico obstetra, ou a placenta será logo descartada. Nos Estados Unidos o desejo de levar a placenta para casa é explícito no plano de parto, um hábito comum entre os americanos. Depois do desejo atendido basta levar o conteúdo para casa e aferventa-la com gengibre e limão por algumas horas, esperar secar e comer alguns pedaços. Os orientais ainda esperam a placenta secar completamente para acrescentar álcool de cereais, e oferecer o líquido em gotas, como florais. Quando a placenta é preparada nos smoothies um pedaço dela é batida crua com leite e frutas.

Riscos de comer a própria placenta após o parto

Como esta prática não é reconhecida pela agência de vigilância sanitária, não há recomendações específicas sobre como deve ser o seu procedimento, mas alguns cuidados devem ser  observados como, o tempo em que a placenta fica exposta sobre o balcão sob o risco de contaminação por bactérias, e, a sua exposição às fezes da parturiente, muitas mulheres defecam durante o parto e qualquer contato pode infectar a placenta e prejudicar a saúde da mãe e do bebê.

Posso comer minha própria placenta?

A placenta vem sendo ingerida após o parto há milênios, e não há registros que indiquem qualquer problema sobre este consumo. Há também o fato de que a placenta possui uma quantidade de nutrientes e hormônios que são esgotados durante o parto, então, se você é uma adepta dos benefícios naturais, não há mal algum em comer a própria placenta.

Mas caso você se sinta deprimida, procure um médico imediatamente, não espere que a placenta faça algum efeito, já que o método ainda não foi comprovado.

Teka

Redatora e ilustradora de conteúdo para sites na internet. Curiosa, pesquisadora e investigativa. Tinha o sonho de se tornar astronauta. Acredita que um dia encontrará a "arca da aliança" e trocará informações com civilizações avançadas de outros planetas. Casada há 20 anos, mãe de 3 filhos, compartilhando experiências.

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